O que podemos aprender com o caso do Dr. Bumbum

São inúmeros os ensinamentos que o caso do Dr. Bumbum trouxe tanto para a classe médica quanto para a população no geral, porém, quero destacar 2 coisas que me chamaram muito a atenção.

1) O poder das redes sociais

O primeiro é o poder que as redes sociais deram para essa figura. É claro que para se promover ele usou um marketing totalmente antiético para a classe médica: aproveitou de fotos de antes e depois, prometeu resultados e usou mensagens agressivas para convencer as pessoas a realizarem o procedimento com ele.

NOTA: todas essas ações são PROIBIDAS por normas determinadas no Conselho Federal de Medicina (CFM).

As redes sociais lhe deram visibilidade

Através das redes sociais ele fez com que seu “conteúdo” chegasse até mais pessoas e isso o promoveu. O resultado? Milhares e milhares de seguidores, fator que algumas pessoas usam como padrão para saber se o médico é confiável ou não.

Infelizmente esse padrão é comum e bastante utilizado no marketing. É como se fosse uma manada. Quando você não tem tempo de tomar uma decisão, automaticamente seu cérebro aceita o que a maioria das pessoas escolheram. “Se todas essas pessoas seguem ele, o médico deve ser de confiança”.

Não! Milhares de seguidores numa rede social não significa que o médico é de confiança.

Contudo, quem construiu a imagem do Dr. Bumbum não foram as redes sociais, foram as pessoas. Mas tenho que confessar que o poder de influência das redes sociais neste caso, não me chamou tanto a atenção quanto o segundo item.

2) A falta de conhecimento das pessoas

Os prejuízos trazidos pela falta de conhecimento já não são novidades, porém, ainda sim não deixam de ser uma assustadora realidade.

Sinceramente é intrigante o nível de escolaridade das pessoas que se submetem a esses procedimentos altamente arriscados. E é nesse momento que me vem à cabeça um questionamento: a falta de conhecimento não é sinônimo de falta de estudo?

Infelizmente não. Vemos que são pessoas com escolaridade, mas que não possuem o principal: INFORMAÇÃO!

Parece que até o senso comum deve sempre ser alvo de questionamentos. Então porque não questionar como certos procedimentos estéticos são realizados?

Não existe outra resposta a não ser: falta de informação

dr bumbumDe modo algum, estou afirmando que a culpa seja da vítima. Jamais! Afinal, o Dr. Bumbum reuniu todos os riscos possíveis e imagináveis durante a realização do procedimento.

Contudo, é preciso dizer que a falta de informação é PERIGOSA. Deixar de procurar um médico qualificado para executar a especialidade de cirurgião plástico, pode trazer muitos riscos à saúde, e nas mais tristes das situações, o óbito.

Por isso é TÃO IMPORTANTE que os médicos de verdade (nunca achei que teria que usar esse termo junto com a palavra médico, mas enfim) estarem presentes no dia a dia das pessoas.

Estar presente é se COMUNICAR com as pessoas, levar informação de qualidade e reforçar sempre sobre a importância de procurar um profissional qualificado. Para isso, o médico precisa estar:

  • Em matérias e reportagens (jornais, revistas ou portais);
  • No Google para as pesquisas que os usuários fazem;
  • Nos programas de TV;
  • E principalmente no local que as pessoas acessam todos os dias: as redes sociais (Facebook e Instagram).

Todos esses canais de comunicação são mecanismos importantes para que os médicos demonstrem sua idoneidade. No caso do Dr. Bumbum ele usou sim as redes sociais, mas de maneira absolutamente errada e até mesmo infratora, uma vez que ignorou todas as normas do CFM. Aliás, isso já deveria ser um sinal de alerta!

Resumindo: as redes sociais não são inimigas, a falta de informação que é perigosa

Quanto mais médicos estudiosos, bem capacitados e com boas intenções estiverem presentes no nosso dia a dia, mais pessoas saberão em quem confiar.

Mas atenção: assim como os médicos devem fazer a parte deles, nós também devemos fazer a nossa, ou seja, buscar informação! Separamos abaixo informações essenciais e decisivas na hora de escolher um médico.

Como pesquisar se o médico é médico mesmo

Certifique-se que ele é devidamente inscrito no Conselho Federal Medicina (CFM). O site do conselho oferece um campo de busca, clique aqui.

Verifique se o cadastro do médico está em situação “regular” e em qual estado ele pode atuar. A ausência de cadastro significa que o profissional não é médico!

E antes de se submeter a qualquer procedimento estético, seja ele simples, minimamente invasivo ou cirúrgico, é fundamental que você pesquise sobre a formação do profissional. NÃO PULE ESSA ETAPA!

Cirurgião plástico de confiança

Além do registro no Conselho Federal de Medicina, TODO CIRURGIÃO PLÁSTICO deve ser inscrito na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). O site da sociedade também disponibilizada uma página de pesquisa, clique aqui. A ausência de cadastro significa que o médico não é um especialista.

Eu e toda a equipe da Kapital lamentamos o ocorrido, e por isso, fizemos essa publicação especial no blog. Que sirva de fonte de informação para as pessoas que estejam pensando em realizar qualquer procedimento médico.


Rodolfo Freire
Rodolfo Freire

Designer, gestor e especialista em marketing digital. Acredito que o Marketing seja um dos pilares para o Médico Empreendedor se destacar e alcançar seus objetivos de trazer mais saúde e autoestima para as pessoas, por isso fundei a Kapital, empresa especializada em marketing digital para área da saúde.

  • Itala Nova

    Muito interessante. A imagem ficou incrível! Parabéns. Vocês são demais. Também fiquei super intrigada com a escolaridade das pessoas que se prestaram a isso. Ítala

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