Não posso mais tirar selfie? – Novas regras do CFM


Essa é a dúvida principal dos médicos e médicas, após a atualização das regras do CFM, que vetou vários tipos de ações e deu ênfase a outras que já não eram permitidas.

Quando você for pensar no seu marketing digital, é preciso entender que, para realizar suas ações, não é necessário violar nenhuma regra do CFM. Toda comunicação precisa ter como ideal a educação sobre os tratamentos e cirurgias, e a prevenção de doenças e patologias, sempre evitando o sensacionalismo e a autopromoção.

Mas o que as selfies têm a ver com isso?

Com a popularização das redes sociais, vários doutores, talvez sem a intenção, passaram a divulgar fotos impróprias na sala de cirurgia, até mesmo com o paciente sendo operado, fotos de antes e depois, sem autorização da paciente, fotos em atendimento médico, entre outros exemplos que não contribuem para construção da sua marca e que também não trará mais pacientes por causa disso.

Nós já fizemos um texto falando sobre as regras do CRM neste link.

Mas a seguir, vou comentar um pouco sobre cada nova regra em destaque, que foi apresentada:

1.
“A norma também veda aos profissionais de fazerem propaganda de métodos ou técnicas não reconhecidas como válidos pelo Conselho Federal de Medicina, conforme prevê a Lei nº 12.842/13, em seu artigo 7º, que atribui à autarquia o papel de definir o que é experimental e o que é aceito para a prática médica. É o caso de práticas, como a carboxiterapia ou a ozonioterapia, que ainda não possuem reconhecimento científico.”

Essa norma já possuía antigamente, e vai continuar valendo. Serve de lembrança, caso você possua um conteúdo desse tipo em seu site ou rede social, lembre-se de retira-lo.

2.
“Com relação ao uso das redes das mídias sociais (sites, blogs e canais no facebook, twitter, instagram, youtube, whatsapp e similares), como já havia sido determinado pela Resolução CFM nº 1974/2011, entre outros pontos, continua sendo vedado ao médico anunciar especialidade/área de atuação não reconhecida ou especialidade/área de atuação para a qual não esteja qualificado e registrado junto aos Conselhos de Medicina.”

Mais um caso óbvio. É preciso tirar o título de especialista para se nomear como um. Isso é muito importante para o paciente identificar o responsável qualificado para seu caso.

3.
“O CFM ainda orienta aos CRMs a investigarem suspeitas de burla à orientação contra a autopromoção por meio da colaboração com outras pessoas ou empresas. Deve ser apurado – por meio de denúncias, ou não – a publicação de imagens do tipo “antes” e “depois” por não médicos, de modo reiterado e/ou sistemático, assim como a oferta de elogios a técnicas e aos resultados de procedimentos feitos por pacientes ou leigos, associando-os à ação de um profissional da Medicina. A comprovação de vínculo entre o autor das mensagens e o médico responsável pelo procedimento pode ser entendida como desrespeito à norma federal.”

Imagens de antes e depois já é restrita há um bom tempo, e mesmo assim, alguns profissionais insistem em divulgar. É preciso tomar cuidado, pois isso pode influenciar o paciente de forma negativa e ser prejudicial para você, pois caso o paciente não atinja o resultado esperado, ele irá divulgar os seus serviços negativamente.

Em relação aos elogios e depoimentos, em minha opinião, eu acho um assunto complicado, pois hoje na internet, existem muitas formas de se avaliar um médico e encontrar depoimentos de pessoas que publicaram algo sobre você. É claro que feito de maneira espontânea, essa ação se torna positiva, pois as pessoas confiam mais em informações feitas por pacientes do que por você mesmo. Porém, hoje mesmo fiquei sabendo de médicos que tentam “burlar” esse sistema, realizando depoimentos fakes ou solicitando ao paciente realizar em troca de algo, e essa é uma tática extremamente falha e que não se sustenta.

4.
“Também está proibido de participar de anúncios comerciais divulgando uma empresa ou seus produtos, mesmo que eles não tenham nenhuma relação com a medicina.”

Destaquei este ponto para os médicos tomarem cuidado ao tirarem fotos junto com produtos de marca para o Instagram e Facebook. Esse caso é comum na área estética, onde médicos publicam uma foto com “novo creme para rejuvenescimento” e fatos parecidos.

Mesmo com essa “nova regra”, Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, explica que “Ele pode anunciar especialidade, os produtos que usa, as técnicas que utiliza. Fora disso, a gente veda.” E completa ressaltando ainda que o médico pode falar do produto, mas não da marca.

O problema dessa “explicação” é que confunde ainda mais a cabeça do médico, já que a marca esta fortemente ligada ao produto. Como sabemos, a norma é muito interpretativa, mas é bom evitar problemas com processos.

 

Enfim, busque sempre apresentar um conteúdo que vá agregar valor para o usuário, de maneira educativa, e não se expor com promoções e sensacionalismo, isso não é permitido, nunca foi, e posso alertar também que não funciona.

Conteúdo informativo e educacional são as melhores formas de agregar valor para os seus serviços médicos, e se quiser saber como, veja nossa página sobre marketing médico.

Os trechos acima foram retirados dos sites:

http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=25760%3A2015-09-28-11-55-57&catid=3
http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/cfm-proibe-medicos-de-fazer-selfie-durante-atendimento-17625281

E se você quiser saber como utilizar o Instagram para conquistar mais pacientes, clique no banner abaixo:


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